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Fundação ASSP

No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 5,7 milhões de pessoas portadoras de deficiência auditiva. Deste total, cerca de 1 milhão é totalmente surda. A partir destes números, parece difícil pensarmos que uma pessoa que não possui acesso a todas as informações que recebemos diariamente, ou parte delas, possa participar de forma integral da sociedade.

O surdo precisa ser respeitado como um cidadão. Em nossa sociedade, é uma pessoa com sua diferença, mas não pode ser taxado como deficiente, anormal, defeituoso ou uma pessoa incompleta. Ele possui uma descapacidade auditiva e isso não deve torná-lo inferior aos outros.

Com o passar dos anos, os surdos estão ocupando seu lugar na sociedade e conquistando oportunidades que antes não lhes eram oferecidas. Estamos numa época em que a conscientização e os valores estão gerando uma ação positiva contra o preconceito. É uma época de profundas transformações.

Incluir é respeitar as diferenças e criar meios de convivência e não mantê-los em um grupo fechado em sua cultura. Para que este tipo de inclusão possa ocorrer de forma efetiva, é preciso que vários pontos em nossa sociedade e em nossa cultura sejam adaptados em relação à pessoa surda.

A surdez afeta o principal meio de comunicação entre as pessoas, mas não impede que tenham uma vida social, profissional, educacional e familiar como qualquer outra.

1- Onde os surdos se encontravam antes da associação dos surdos?

Há muito tempo atrás os surdos paulistas freqüentavam pontos de encontro previamente estabelecidos, mas não conheciam nenhum tipo de associação. As diversas turmas estavam presentes em vários lugares, de acordo com a faixa de idade. Existiam vários tipos de diversão como bares, atividades esportivas, pontos de paquera e encontros no Jóquei Club para fazer apostas nos cavalos.

2- Como a associação dos surdos foi fundada?

Um dia um surdo, Armando Melloni de Campinas/SP, foi viajar para a Argentina. Quando passeava em Buenos Aires, viu duas pessoas se comunicando através de sinais e percebeu que também eram surdos. Mesmo sem conhecê-los, se apresentou e disse que era surdo e brasileiro. Começaram a conversar e aquelas pessoas o convidaram para ir conhecer uma associação, a Associocion dos Sordosmudos Ayuda Mutua. Armando ficou impressionado em ver e conhecer aquela associação, e percebeu que faltava algo similar no Brasil.

3- O que os surdos resolveram?

Ao voltar à nossa terra, procurou ansiosamente por outro surdo, Policarpo do Carmo Meca, e lhe contou todas as novidades, sobre a existência de uma associação de surdos em Buenos Aires. Em seguida, Policarpo e Armando resolveram ir para Buenos Aires para obter maiores informações sobre a associação e acabaram por convidar o então presidente daquela associação, Sr. Leon Vitenberg, para vir até a cidade de São Paulo e auxiliá-los na fundação de uma associação para os surdos paulistas.

4- Como divulgaram para outros surdos?

Ao chegarem ao Brasil, se organizaram e convocaram outros surdos para ajudá-los a divulgarem a idéia de formar uma associação que integrasse os diferentes grupos de surdos. Cada um era responsável por convidar uma das turmas que freqüentavam pontos já conhecidos pelos surdos e assim a notícia foi se espalhando.

5- Em que período a associação foi e o onde foi?

No dia 19 de março de 1954, na rua 7 de Abril nº230 - 7º andar. Centro de São Paulo, foi então fundada oficialmente a nova associação, denominada Associação dos Surdos-Mudos de São Paulo, atualmente Associação dos Surdos de São Paulo.

6- Quem foi homenageado?

No primeiro de abril de 1954, foi realizada uma assembléia e vários surdos estiveram presentes. Na oportunidade foi homenageado o presidente da Associocion dos Sordosmudos Ayda Mutua, Sr. leon Vitenberg, e a primeira dama, Sra. Vigorina Vera Crouxeilles

7- Por que essa associação é importante para surdos?

Sim, associação é importante para surdos para integrar os outros surdos para ampliar as informações e trocar as idéias e aprender comportamento. Acontecem, principalmente, encontros, palestras, campeonatos, festas e outros. E então, no dia 19 de março de 1954, na Rua 7 de Abril nº 230 - 7º andar, Centro de São Paulo, foi fundada oficialmente a nova associação, denominada Associação dos Surdos-Mudos de São Paulo, atualmente Associação dos Surdos de São Paulo, que até hoje atua sem fins econômicos ou lucrativos. Sua missão principal é promover a integração das pessoas portadoras de surdez, trabalhando na defesa de seus direitos e deveres, inclusão social e educacional, lazer e esportes. A associação é filiada à Confederação Brasileira Desportos de Surdos (CBDS).